Numa oficina de escrita e imagem, me pediram para escrever um texto pequeno sobre mim.
Me pediram para dizer quem sou, mas essa é uma resposta difícil. Por isso vou dizer o que sei de mim.
Sou filho de dois primos. Dentre Felipe, Lucas e Gilles, escolheram me nomear com este último. Amo o meu nome; li que significa ‘juventude’, ‘jovem do campo’. Cresci com minha avó, com quem eu aprendi o pequeno mundo. Criança asmática, correr e tomar sorvete para mim sempre foram prazeres proibidos.
Sou de gatos, mas aceito cachorros também. Também galinhas.
Sou escritor e ilustrador. Tenho um livro chamado ‘nomes de terra’ e alguns livros ilustrados. Escrita e desenho são minhas conversas de alma com os outros. Não tenho religião, mas tenho fé na ciência e devoção pela arte. Amo os meus amigos e o lugar que eu vivo.
Tenho medo de muita coisa: cachorro grande, escorpião, doenças, ausência, solidão, submarino. Considero a sabedoria uma força e a generosidade um charme. Amo o cheiro de flor de laranjeira. Amo pesto, geleia de morango, crumble de maçã, bolo de noiva pernambucano…
Amo filmes demais para escolher só um.
O mesmo vale para as músicas.
Caminhar me ajuda a pensar e a descobrir a cidade. Não sou uma pessoa mística, mas gosto do número 6. Formalidades afugentam a minha espontaneidade. Gosto de vinho, mas não menos de cerveja. Esqueço o nome, mas não o rosto.
Amo esta frase de Monet: “o que mantém meu coração acordado é um silêncio colorido”.
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